Compreender a adição

Considere a adição à heroína, por exemplo. Se perguntar a alguém o que causa a dependência da heroína, provavelmente dir-lhe-ão que a heroína é a causa, focando assim a dependência na substância e não na pessoa. É verdade que se usar heroína durante 30 dias, por exemplo, ao 31º dia o seu corpo vai desejar mais substância.
Se fraturar uma anca, poderá receber um analgésico à base de opiáceos durante semanas ou até meses. Alguns desses analgésicos são a "heroína farmacêutica", geralmente mais forte do que a que se encontra disponível num “dealer de rua”.
Seguindo  a lógica do "anzol químico", o indivíduo que tome um fármaco opióide prescrito para aliviar a dor, por um período razoável, deverá tornar-se dependente.  No entanto, embora as substâncias tenham um impacto químico no cérebro que pode desencadear a dependência do sujeito, não será de forma totalmente definitiva.
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Tratar a adição de forma eficaz não se trata apenas de manter o indivíduo longe do objeto de sua dependência. O verdadeiro trabalho começa após a desintoxicação, quando as questões subjacentes necessitam ser resolvidas, dentro e ao redor do sujeito com um problema de adição.